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José Marques: atleta Renault Run Club na Maratona Carioca! Parte II

Atleta, na semana passada partilhámos o 1º artigo sobre a jornada épica do nosso companheiro José Marques, aquando da sua participação na Maratona do Rio de Janeiro.
Terminado o relato da sua preparação e objetivos traçados, chegou a hora de sabermos como o José enfrentou este desafio titânico: correr 42,195 kms em menos de 6h! Juntas-te a nós?

 

“Eu parti na última onda da corrida, quase no fim de todos os atletas.

 

A partida

Quando passei a linha de partida, liguei o relógio e pensei: ‘seja qual for o tempo que eu venha a fazer, eu tenho de terminar’.

Tinha premeditado que faria uma média de 7 minutos ao quilómetro, mas logo verifiquei que isso não iria ser possível, por isso comecei a resguardar-me para o que desse e viesse.

Por volta do segundo quilómetro vi ao meu lado uma atleta brasileira de seu nome Cristina Vitoriano, que ia ao mesmo ritmo do que eu. Perguntei-lhe se a podia acompanhar durante a maratona. Ela acedeu ao pedido e fomos juntos até sensivelmente ao quilómetro 23, altura em que ela disse que tinha de ir à casa de banho, já em plena Avenida da Praia de Copacabana.

Não mais a vi com muita pena minha, porque ela psicologicamente foi uma mais-valia para mim. Tempo de passagem aos 21 kms: 3h04.

Durante estes 23 kms fomos gerindo o nosso esforço com paragens regulares nos abastecimentos de água de 3 em 3 kms e de bebida isotónica de 5 em 5 kms. Comida sólida cerca dos 32 kms.

As águas estavam em copos de tipo iogurte devidamente seladas e em recipientes enormes com gelo. Era só pegar e levar. Aproveitávamos o gelo que estava nesses recipientes para refrescar as pernas. E assim foi até ao momento em que a Cristina me disse ‘Vou no banheiro, encontramo-nos depois’.

 

Gestão de esforço

A partir daí foi uma corrida a solo. Ainda fiz alguns quilómetros sempre a correr, mas para não chegar ao período de exaustão que poderia atingir, passei para o meu plano B: corrida e caminhada, mas sempre com paragens curtas nos abastecimentos para apanhar água ou a bebida isotónica e as habituais paragens para encostar à árvore, como fazem os cães. A água que ia entrando tinha de sair. 🙂

Em primeiro lugar, correr um quilómetro e caminhar 100 metros. A partir de determinado momento (talvez por volta do km 31), passei a correr 400 metros e 100 a andar. Nesta fase eu corria rápido os 400 metros e caminhava mais apressadamente nos 100 metros para poder fazer uma média de sensivelmente 7:15 minutos ao km. Lembro-me de um atleta ter dito nesta fase que eu tinha começado a prova naquele momento. Não pela velocidade ser elevada, mas por considerar que eu ia muito atrás, assim ele pensava.

Depois de ter corrido toda a zona das praias de Copacabana, Ipanema até ao Leblon (volta com marcadores de passagem no chão), voltamos ao fim da praia de Copacabana. Depois de contornarmos o final da praia, entrámos na zona que dava acesso à zona de chegada. Estávamos no quilómetro 38.

Foi aí que eu tive a certeza que iria conseguir terminar, terminar bem e dentro do horário proposto pela organização.

Continuei no mesmo sistema de corrida e caminhada e, quando avistei a meta, não mais parei. Faltariam cerca de 800 metros.

 

Sensação de dever cumprido

Cortei a linha de meta com os três objetivos cumpridos. Tempo final 5.53h. Ainda assim, fiz menos 11 minutos na segunda meia maratona em relação à primeira.

Tinha a felicidade estampada no rosto e quando vi a família à minha espera, transbordei de alegria. Eles estiveram mais de 7 horas comigo fisicamente e em espírito, considerando o antes e o depois.

Descansei um pouco sentado na relva do parque, hidratando-me, comendo o que me deram no final e alongando convenientemente. Limpei-me, mudei de roupa e voltámos para casa.

Estava realizado o sonho de voltar a correr de novo uma maratona, 5 anos depois da Maratona de Lisboa de 2014.

Uma referência especial para quem organizou os abastecimentos líquidos e sólidos, de modo a que a hidratação e a ingestão de alimentos fosse feita devidamente em benefício dos atletas, dado o calor e a humidade existente.

Outras maratonas se seguirão. Quem sabe?”

 

Rio de Janeiro 23-06-2019

José Marques

 

Renault Run Club | Atleta José Marques

 

O testemunho do José prova que com paixão, esforço e dedicação, todos nós temos capacidade para ultrapassar qualquer barreira.

Com a ajuda do teu clube, tu também poderás contar uma história inspiradora como esta. Os  treinos Renault Run Club preparar-te-ão para as 3 grandes provas do calendário nacional: Meia Maratona de LisboaCorrida da Mulher e Maratona de Lisboa. 

 

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